domingo, 4 de julho de 2010

Superação Total

Me superei totalmente. Ontem cabulei mais um treino longo em virtude dos jogos da copa. Adiei para hoje, e cabulei novamente. Então de onde veio a história de superação?

Ontem, ao visitar um conhecido no hospital, ao passar pela ala que conduz aos quartos, deparo com uma rampa muito interessante. Nem pensei duas vezes. Olhei para trás, nenhum médico ou enfermeiro nem ninguém...subi no pique total, fazendo um tiro.

Cheguei ao quarto para a visita rindo sozinho dessa doideira. A superação dessa vez foi a vaga para concorrer ao prêmio do "sem noção" do ano. Preciso procurar um psiquiatra urgente.  Dr. Ésio, me diga ai que isso é normal pelo amor de Deus.

sábado, 26 de junho de 2010

A volta do carneiro montês

Estou sem postar pois estou sem correr.

Mas hoje as coisas mudaram, e consegui fazer um treino descente, com altimetria arrojada, coisa para carneiro montês, conforme lembra o Namiuti.

Usei também o corredor virtual do Garmin, a quem apelidei de Miguel Delgado, e coloquei-o para me dar um calor a 6:40 min/km. Meus treinos longos são na casa de 7min/km. É bom ir acostumando com o calor pois a maratona do RJ está ai.

Era para ser 20km em terreno quase plano, mas tive que mudar de idéia quando no primeiro km, meu sogro disse sobre o treino que fez no dia de ontem. Coisa de gente grande, e ele fez dobradinha ontem e hoje, o véio é sinistro.

O Baleia Delgado chegou a encostar em alguns momentos, mas o vácuo nunca chegou aquém dos 250m. Ele sempre atrás. Manter o pace abaixo de 7min/km em morro foi duro.

Total de 21km, e ganhei do Miguel por 300m. Foi um aperitivo para o que está por vir na maratona. A confiança está voltando.




sexta-feira, 11 de junho de 2010

A melhor certificação

Segundo o regulamento impresso no envelope que continha o chip da maratona (tem gente que não tem saco para ler regulamento), por ocasião da entrega do kit, os certificados de conclusão só iriam ser enviados a quem os solicitasse por e-mail à corpa@terra.com.br até um mês após o dia da prova.

Já no regulamento pelo site da Corpa, indicava que todos que concluíssem receberiam medalha e certificado.

Seguro morreu de velho, solicitei por e-mail, e eis que o mesmo chegou.


Agora sim, sou um maratonista certificado.

Quem ainda não fez o pedido, ainda há tempo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Numb3rs

Seguem alguns números sobre o treinamento para PoA:

18 semanas de treinamento;
550 km percorridos;
3 kg mais magro;
1 unha podre que vai cair;
3 treinos de corrida, em média, na semana;
6 foi o maior e 2 o menor, treinos de corrida na semana;
53 km foi a maior rodagem semanal;
11 km foi a menor rodagem semanal;
30 km foi a média semanal;
30 km foi o treino mais longo, realizado 2 meses antes da prova;
1 km foi o treino mais curto;
4:32:08 foi o tempo de conclusão da maratona;

Se existir curiosidade sobre algum outro número não postado, pergunte.

Finalizo com uma frase de caminhão que li do amigo G.Maio no blog do Ivo.
Maratonas são como mulheres. Não entendemos nada sobre elas, mas são um desafio fascinante!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Locomotiva em PoA

Não sei de onde vieram forças para o sprint final, na chegada da maratona. Talvez o apoio da galera.

O fotógrafo da midiasport foi muito feliz na sequência dos cliques.


O de preto era cachorro morto, e o de verde tentou em vão embarrerar a ultrapassagem fazendo parede. Após cotoveladas, mandei um foi mal, e rumei em direção ao triunfo, deixando poeira para eles e outros que ainda consegui ultrapassar.

Chegar em sprint é a cereja do bolo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Maratona de Porto Alegre

Era 19 de janeiro de 2010, me recuperava de uma cirurgia e ainda não havia iniciado a preparação para a Maratona de Porto Alegre. No blog do Júlio encontro a inspiração na citação de seu post, da autoria de Dean Karnazes: "A maratona arranca sem dó as camadas externas de nossas defesas e deixa o humano cru, vulnerável e nu. É aqui que se vislumbra a alma de um indivíduo". Não restava dúvida de que essa seria a emoção a ser vivenciada no primeiro semestre.

E o dia para isso chegou, Porto Alegre, 23 de maio de 2010. Prova mãe do atletismo e o maior desafio de minha curta carreira de atleta amador. E na impossibilidade de compartilhar esse momento especial na companhia da família, nada melhor do que estar cercado de amigos. 

Ésio, Eu, Namiuti e Guilherme Maio

Encontro com os amigos da equipe Baleias, Silvio e Monteiro (the Rock), descaracterizados e tristes por não envargarem o manto coral (auditaremos os Correios pela falha na entrega do Sedex). Pergunto pelo quarto elemento da equipe  (Tinil) para deixarmos registrado uma foto. Saímos em busca do atleta veloz, o Baleia  de elite, e desconfiava que estivesse alinhado ao pelotão dos feras, pois não o encontramos e conseguimos perder Silvio e Monteiro de vista, de modo que a foto da equipe, nem por montagem foi concretizada.

Na fila do guarda-volume, Guilherme faz uma surpresa aos cariocas, mostrando que veio a Maratona vestido a caráter, como um autêntico sofredor e chorão de primeira linha. A julgar pelos trajes, já sabia que seria barbada e que o amigo perderia para mim por estar com um manto tão pesado e sofrido.


Alinhados para largar, encontramos o mestre e Guru Ivo Cantor, em foto de autoria de sua esposa Marly.


Guilherme, eu, Lucélio, Namiuit e Ivo

Dada a largada, saímos na companhia dos amigos Namiuti e Guilherme, tentando repetir a edição do Paredon por ocasião dos 25k da maratona de SP em 2009, onde escoltamos o amigo Namiuti em sua maratona até aquela distância. O tempo estava indeciso, mas bem agradável para correr. Minha estratégia era dividir a prova em 3 trechos de 14km. No primeiro tentaria uma média de 6min/km, no segundo trecho 6,30 e no último, tentar chegar vivo.

Consegui ficar focado a prova inteira, os quilômetros passavam rápidos que nem percebia. Já pelo quilômetro sete, Guilherme nos abandona e segue em pace menos conservador, literalmente sobrando. A hidratação perfeita e conforme anunciada pela organização nos deixou tranquilo para a estratégia previamente estabelecida.

Passamos no km 10 um pouco acima de 1h de prova, o que deu confiança para continuar como planejado. No km 12 avistamos Paulo Picanha, do Recife, que estava num pace semelhante, e que serviria de coelho para os próximos quilômetros. No quilômetro 13 um imprevisto com o Namiuti o fez reduzir o passo, e perdemos o coelho de vista. No 14 recebo a má notícia que deveria seguir sozinho, pois ele iria reduzir em virtude de problemas na virilha. Aumento o ritmo em busca do coelho fujão, e uma perseguição implacável se dá do km 15 em diante. Picanha, ao observar meu apetite por carne de primeira, fica visivelmente preocupado por perder para um calouro. Passo, sou ultrapassado, passo novamente e no quilômetro 17, ele pára no posto de isotônico e quase não deixa copinhos para os demais corredores, estava sentindo o drama. Eu que não nasci ontem, prefiro ficar atrás na perseguição a ficar na frente e ter que ficar olhando para trás preocupado. Deixei o amigo passar novamente, para ganhar uma moral, e fiquei administrando a distância.

Na passagem da meia, Picanha entrega os pontos e diz que estava brabo continuar. Esse já estava no papo então. Olho para o outro lado da pista, vejo o colega de equipe Monteiro, visivelmente abalado e sendo escoltado por uma corredora. Seria ele o próximo coelho a ser perseguido. Não consegui emparelhar com ele, acredito que tenha desistido por ali, por seu nome não constar entre os concluintes. Monteirão, dá notícias ai pra gente do que houve, e como está passando.

O próximo coelho que apareceu foi o Hideaki, esse dispensa apresentação. Tinha ordens expressas do CBO para vencê-lo, o que achei muito ousado da parte do Miguel, mas não custava nada, e tivemos uma boa disputa do km 23 ao 32. Eu vinha na toada, o passava, e ele disparava em minha frente para em seguida caminhar até me aproximar novamente, passá-lo e ser por ele ultrapassado. Nesse trecho Hideaki treinava fartlek em plena maratona. Eu subia o Guaíba, e já voltavam monstros como Tinil, Júlio e Silvio. Saudei todos com sorriso na face. A disputa com Hideaki continuava, mas todos conhecem sua técnica a partir do km 33, é implacável e matador. A partir dali, o Japa sumiu do campo de visão e seguiu para o triunfo (foi por pouco Miguel, apenas 9 minutos).

O muro não chegou nos trinta. Mas no km 33 tive outra alegria. Vejo um careca, com blusa do botafogo caminhando...não é do meu feitio chutar cachorro morto. Comecei a cantar "ninguém cala, esse xororôooo". Guilherme se animou, e convidei para vir trotando comigo, pois naquela área da prova, era arriscado vir acima de 6:30 por km, pois ainda tinha encrenca pela frente. Vento contra, subidinhas e um muro ou urso a qualquer momento. Viemos juntos, no 35 Guilherme me deixa para trás, mas logo em seguida volta a caminhar...levanta a bandeira branca e entrega os pontos (na próxima, troca a camisa amigo, venha com a do América, que é amado por todos). Nesse pequeno trecho que ficamos juntos, nunca vi tanto amor e ódio ao fogão. Acho que o Guilherme nunca recebeu tantos elogios e impropérios em uma prova.

Do 37 em diante, são os cinco quilômetros mais distantes que existem. Para piorar, faltou isotônico no posto, mas tinha gelo. Sol pegando fogo, não tive dúvidas, lembrei do xará que colocou gelo no boné e fiz o mesmo para resfriar o radiador. No km 40 o último posto de hidratação, e agora erá só administrar. Ir junto com todos que estavam por ali. Torcia para aparecer alguém conhecido e me rebocar, mas nada, era vitória solitária mesmo.

Daria para tentar buscar um sub 4:30 pois passei no km 40 com 4:18 mas não valeria a pena. Preferi continuar um pouco acima dos 7min por km e chegar inteiro e sorrindo. Ainda consegui forças para um sprint final, ultrapassando todos que estavam na frente e chegando sozinho, com 4h32min de prova.

Chorei, agradeci a Deus, pensei muito em minha esposa e filha (dedico isso a vocês) e fui buscar o medalhão.

Organização impecável, parabéns a Corpa pela excelente prova.

Como um feito desse pode ser sorte de iniciante e nunca mais se repetir, deixo aqui registrado a vitória sobre Namiuti, Guilherme Maio e Paulo Picanha. E Parabenizo Hideaki pela vitória.

Gostei desse negócio de maratona e daqui a menos de dois meses estamos na Maratona do RJ, dessa vez o objetivo é vencer Miguel Delgado.

Até lá.

domingo, 23 de maio de 2010

#MaraPoA2010 completed

Foi uma bela estréia, em todos os sentidos.
Passo aqui só para dizer que terminei bem, inteiraço, sem andar 1m sequer, fechando a corrida em 4:32 (no meu relógio, ainda não saiu o oficial).

O relato detalhado sai durante a semana.

Obrigado a todos pelas boas vibrações.