segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dos games para tela

Depois do relato da aventura em Uribici. Os estúdios Fox, MGM e Universal não param de me ligar. Querem porque querem uma coletiva para conhecer o novo astro, que encarnará o papel de Shinobi nas telas do cinema.



Almodóvar também acaba de ligar. Descobriu o blog Baleias e se encantou com o coral e com o material ali disponível. Quer filmar também.

domingo, 19 de junho de 2011

Caroço de Manga

Disse Jesus, porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar; e nada vos será impossível (MT 17:20).

Diria que de grão de mostarda, minha fé já avançou para caroço de manga. O morro está passando. O ciclismo tem feito a diferença nas minhas pernas. O treino de hoje era de 140 minutos, pedindo 8 tiros de 30s aos 60 minutos de treino. Essa metodologia de dar os tiros no meio do treino longo, para forçar as pernas e tornar-la pesada, simulando as dificuldades vindouras, é muito interessante.


As pernas responderam bem, morro e tiros não a derrubaram. O corpo está treinado para não atrapalhar muito, e a mente está no domínio do corpo. Estou muito confiante.

Faltam ainda duas pedreiras para fechar a preparação. Aguardem notícias. Como diria o Miguel, és Baleia e tem o corpo fechado.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Acreditar e Agir

Se você tem algum sonho, os dois verbos acima devem fazer parte do caminho para a sua realização. Se tiver um tempinho, recomendo a leitura desse texto.

Trago o tema acima por tomar conhecimento dos bastidores da primeira edição da  Maratona de Londrina. Susi Saito é uma das cabeças por trás dessa maratona. Parabéns Susi, por acreditar nos seus sonhos!

Como não poderá correr os 42km da prova em sua cidade, ela teve uma idéia genial. Vejam aqui, e também no blog que ela escreve. Uma dessas 42 asinhas já é minha.

Aliás, seu relato de estréia em maratona é um texto emocionante. Espero que quem ainda não encarou a "bela distância" se inspire no texto dessa vencedora para fazê-lo. E quem já encarou, relembre como tudo isso é bom demais e faz um bem danado para a alma...prepare o lencinho.

Com a autorização da Susi, reproduzo aqui seu belo relato. Susi, nos vemos em Londrina. Até lá.
(Logo que fiz minha primeira maratona, estava tão entusiasmada com o milagre que representava isto em minha vida que me pus a escrever...Aqui, um pouco da história...)

Tornar-se maratonista, ao contrário do que muitos pensam, não envolve apenas a história da trajetória de um corredor que corria percursos menores e, de repente, decide-se a tentar um percurso maior. Muito mais do que um desafio de superação física, conta e revela a história de vida de cada um dos corredores que cruza a linha de chegada.

Uma das primeiras coisas, ou das mais comuns que um maratonista ouve quando acaba a maratona é “O que você ficou pensando durante tanto tempo que você passou correndo?”. Difícil dizer! Vai depender de cada um... Assim como cada um tem a sua própria história que culmina com a conclusão de uma maratona.

A minha história conta, também, a história de superação de bloqueios físicos que se formaram devido a um grave acidente de moto que tive aos 21 anos de idade, recém formada no curso de Educação Física. A partir daí, a minha vida deixou de ser agitada como é comum a uma professora de Educação Física e a alguém da minha idade. Passei longos anos numa vida sedentária, sem nenhum interesse pela atividade física. Pra ser exata, oito anos! Aos poucos fui resgatando coisas em mim que havia deixado de lado que me levaram ao montanhismo e para praticá-lo, era necessário que eu me condicionasse fisicamente. Isso eu fazia com a natação. Até o dia em que meu clube parou de aquecer a piscina...

O que era pra ser uma pedra no sapato acabou sendo a ponta do iceberg que eu não avistava em minha vida! Jamais imaginaria o que me aconteceria a partir dali. Sem piscina para eu me preparar para as minhas viagens, fui “obrigada” a apelar para outra atividade. Por medida de contenção de despesa e do meu próprio tempo disponível, a melhor opção foi começar a caminhar no lago da minha cidade. Correr nunca esteve nos meus planos! Pra falar bem a verdade, eu nem sabia se podia correr. Nunca tinha tido a curiosidade, nem a vontade de perguntar ao meu médico que cuidou de mim desde o meu acidente, se eu podia correr. Logicamente, sempre acreditei que nunca mais poderia. E já que eu nem gostava de correr, nem no meu tempo de atleta, perguntar ou não, não faria diferença nenhuma. Então, nunca perguntei...

Ocorreu então algo inusitado! Um homem de calça arreada, exibindo-se para quem passasse a sua frente! Alertei a minha amiga para ficar atenta com a presença do dito cujo! Ela foi ficando num apavoramento que logo após os primeiros passos saiu em disparada e me ordenou “Susi, vamos correr!”, ao que eu respondi: “Mas eu não sei correr!”. De nada adiantou... Ela já havia disparado na minha frente e só me restou a difícil tarefa de arrastar-me atrás dela! Foi quando eu me dei conta do que havia acabado de fazer: tinha corrido uns 500 metros! Fazia dezenove anos que eu nunca mais tinha corrido! Fiquei deslumbrada com o que havia acabado de acontecer! No dia seguinte, encontrando um amigo meu que me acompanhava algumas vezes na caminhada, contei a ele o acontecido. E para minha surpresa, ele me respondeu: “Bem, se você correu ontem, vai correr comigo hoje!”. Praticamente intimada a isto, não tive escapatória. As palavras dele agiram como um desafio...

Algo totalmente novo e fora do planejado. Jamais desejaria, pra mim, correr! Não fosse o incidente e um amigo doido, mais doido do que eu pra me cutucar e me por pra correr, jamais teria feito isso. E todas as vezes que nos encontrávamos eu corria com ele. Trechos que partiram dos 700 iniciais para ao longo de quatro meses culminarem com uma volta inteira no lago. Que significava 2.200 metros!!!

Uma das minhas vitórias mais marcantes! Equivalente a qualquer grande prova que eu queira e deseje fazer! Pois eu parti do zero e percorrer a volta toda do lago, significou o desbloqueio emocional que gerou todo o bloqueio físico já existente e nunca curado! Eu não mais caminhava! Eu corria! Dali pra frente, a paixão pela corrida foi ganhando um espaço em minha vida na mesma proporção de ser algo tão improvável e tão impossível de acontecer. Nas férias na praia em Bombinhas, foi um deslumbre! Todos os percursos que eu fazia caminhando, nos outros verões, eu passei a fazer correndo! E sem nem sentir, estava fazendo percursos de uma hora.

Em Jaraguá do Sul, tive a minha primeira experiência de “Forest Gump”! Comecei a correr e não parei! Corri pelo Parque da Malwee por 1h45’, sem parar! Era o meu maior tempo até então! Costumo dizer que na corrida, a gente vai ficando atrevidinha! Quando se faz algo meio doido, além da nossa imaginação, perdemos o juízo! E partimos numa ida, invariavelmente, sem volta, para novos desafios...
Dias depois, convidada por um amigo, fui fazer um percurso de 22 km... Incluindo uma subida hiper íngreme e interminável... Acha? Quem eu estava pensando que eu era? Uma corredora, creio eu... E era! Eu só não tinha tomado consciência ainda do fato...

De volta a minha cidade, o lago tornou-se pequeno para as minhas investidas. Rodar os km que eu pretendia, procurar subidas como as que eu encarei nas férias, implicaria em buscar a rua. Caminho sem volta, mais uma vez! Tomei o gosto por queimar asfalto! Correr para mim era sinônimo de liberdade. De sair sem rumo. De correr no meu tempo, sem nada pré-definido. Era algo solo sem ser solitário. Gostava da minha liberdade.

Em agosto de 2008, participei da minha primeira prova. Vi um outdoor na rua que divulgava uma corrida noturna. Achei a idéia muito interessante e me inscrevi. Foi a primeira... Depois de três meses, estava participando da minha primeira meia maratona, em Maringá. Em 2009, vi a divulgação da Meia Maratona das Cataratas e me entusiasmei com a idéia de correr lá! Fomos em quatro. Organização perfeita! Prova, quase o tempo todo na chuva. Delícia! Adoro! Lavou a alma com meu tempo péssimo na Meia de Maringá. Fascinou-me de um jeito que já me programei para a próxima Meia: a do Rio! E então, eis que surge mais uma vez um inesperado! Um amigo virtual chamou-me para participar da Corrida da Graciosa. Logicamente, recusei o convite! Imagine, 20km de subida e eu, fraquíssima em subida... Insistentemente, ele se dispôs a me ajudar a treinar para ela. Passou-me um treino. Desconfiadíssima ainda, afirmei que só iria correr se próximo à data da prova, visse que eu estava dando conta do recado nos treinos. O que envolvia muitas subidas, muitas rampas, muita disciplina e muita dedicação. E fui. E para minha surpresa, fui bem melhor do que eu esperava. Isto me fortaleceu de tal forma... Concluir a Graciosa, sem quebrar, abriu-me uma porta, até então nunca percebida. A das impossibilidades na corrida! Pensar numa prova inconcebível e treinar para ela, crendo que seria possível fazê-la foi algo que mudou a minha vida! Tanto mudou que quando estava nas vésperas da Graciosa, este mesmo amigo que me treinou, começou a atiçar-me para outro feito: a Maratona de Curitiba... Eu sempre tive a firme posição de que a maratona é algo sem lógica, nada atraente para mim, inalcançável, fora de propósito. Não havia por quê eu querer fazer. Fazer pra quê? Não, definitivamente não! Um “não” que durou 2 horas e 20 minutos.

O tempo que eu demorei pra concluir a Graciosa. O êxtase de terminar uma prova tão dura e tão singular como ela é, nos endoida um pouco mais! Uma vez mais, deparar-me com algo impossível acontecendo na minha vida, fez-me mais atrevida, de novo! E resolvi aceitar o desafio do meu amigo. Treinar para a maratona de Curitiba!

Quando você tem um alvo definido, seja ele um sonho ou não, se ele for transformado em meta e a partir disto, você estabelecer as etapas que vão te capacitar para chegar a ele, juntar a isso, qualidades próprias aos corredores, leia-se: teimosia, determinação, disciplina, controle próprio, a busca por sonhos, a chance de se chegar ao almejado é muito, muito grande!

O que vejo agora, após quase dois meses de ter concluído esta minha primeira maratona, é que o ser humano tem possibilidades infindáveis a sua frente! E não aproveita seu potencial... Não é à toa que quem começa a caminhar e que vai, aos poucos, incluindo em seus passos uns trotezinhos, vai animando-se e vai, gradativamente, aumentando seus km em corrida, ao mesmo tempo em que vai diminuindo os km de caminhada. A corrida é empolgante! Ouso dizer que exatamente por este motivo que tantos corredores anônimos, assim como eu, estão atrevendo-se a participar de uma prova tão dura. A adrenalina produzida no dia da prova acelera-nos tanto que fazemos muito além do que geralmente podemos.

Decidir-se por fazer uma maratona é antes de tudo, uma opção por desafiar a impossibilidade e torná-la uma vaga lembrança de uma barreira transposta e que nos dá o degrau necessário para transpormos tantas barreiras que nos são impostas na vida! Muito mais do que imaginam os desavisados, concluir uma maratona não é nem de longe uma experiência restrita ao corpo físico. A alma toda é mexida! São horas em que, de fato, somos uma coisa só! O corpo carregando a alma, o espírito flui e nos pegamos orando e conversando com Deus numa tal intimidade absurda, onde ora estamos clamando por forças para terminar a prova, ora nos pegamos cantarolando, agradecendo pela experiência única de estar ali por horas e horas correndo, numa atividade impensável, percorrendo por ruas onde você pode ver todo tipo de pessoas correndo atrás de seus sonhos.

Vi muitas pessoas idosas (idosas? Diria, apenas com alguns km rodados a mais do que nós...), vi pessoas simples, correndo com tênis de nenhuma marca. Vi cadeirantes que corriam sozinhos e vi um que era levado por um corredor em passos largos e velozes. Vi gente dividindo garrafinhas de gatorate pela rua, pessoas oferecendo água ao desconhecido do lado. Pessoas puxando conversa e contando um pouco de seus sonhos a breves companheiros de prova que nunca viram e nunca mais verão! Vi pessoas maravilhosas pelo trajeto que embora não estivessem correndo, eram a platéia animada que lendo nossos nomes nos números, nos chamavam como velhos conhecidos e falavam palavras de incentivo! Crianças que nos aplaudiam e de algum modo nos davam a energia que precisávamos para seguir...

É absurdamente impossível conter em palavras toda emoção de correr uma maratona! Eu, que particularmente sempre fui contra participar de uma, pela impossibilidade que ela representava para mim, ver-me de repente, lá no dia da prova, alongando-me minutos antes da largada, ter meus filhos junto comigo, ver tantas pessoas reluzentes a espera da largada... e me ver ali... Falar da prova em si, é um capítulo a parte! Cada cena é digna de ser contada. Cada lição tirada de cada pequena experiência simboliza lições para a vida toda. Ter amigos que correram a prova de 10 km nos esperando passar lá pelo km 38, nos acenando e tocando em nossas mãos, falando palavras de incentivo, ver pouco a pouca as plaquinhas de km indicando a proximidade da chegada... e por fim, o que pedi a Deus: aquela chuvinha abençoada que me refrescou e me lavou a alma! Lá entre o km 41 e o 42, tive uma experiência inesquecível: por volta do km 39, liguei para minha filha e falei que estava perto do km 40. Ela ficou me aguardando e como via que eu não chegava, me ligou. Atendi o celular quando estava passando pelo km 41. Foi quando a chuva fina começou. Avisei onde estava e desliguei já totalmente tomada pela euforia de estar terminando. Bem próximo, então do km 42, algo que não consigo expressar em palavras. Talvez por imagem se tenha a idéia da cena. Minha filha, driblando a segurança da cerca próxima ao pórtico de chegada, invadiu a rua e veio ao meu encontro naquela chuva que agora, então, caía como Deus mandava! Intensa! Tão intensa como era a minha emoção naquele momento! Acho que ela tentou me abraçar, me dar a mão. Ali, tão próximo da chegada, a gente se encontra num misto indescritível de alegria, choro, emoção, confusão, que eu não consegui lhe dar a mão, acho que com medo de me atrapalhar e não conseguir dar os passos finais. E dali, ela seguiu ao meu lado, debaixo de chuva, os últimos metros dos 42,195 km da minha primeira maratona. Agora, achei a razão para os tais 195 metros finais. Neles pode acontecer a maior emoção de uma longa maratona. Você ser agraciada por Deus de além de estar terminando algo até há pouco tempo impensável, ter ao seu lado as pessoas mais preciosas: junto comigo na rua, minha filha. Do lado de lá, protegendo a câmera da chuva, meu filho. Minhas maiores preciosidades presentes num momento inesquecível em minha vida. Concluir a Maratona de Curitiba remeteu-me a cena onde eu correra pela primeira vez no lago na minha cidade... Tão improvável, quanto possível!

A maior mensagem que alguém que acabou de concluir sua primeira maratona tem a passar é de acreditar que, a todo momento, nos são impostos limites e que nem todos eles são intransponíveis. Quando o coração define um sonho, a mente determina-o como meta, a alma regozija-se em correr atrás dele. Numa mágica que só acontece aos que crêem e perseguem seus sonhos, surge uma força até então não conhecida, que nos capacita a transpor barreira por barreira, rumo ao sonho. É quando a FÉ entra em ação! Aquele sentimento que crê, ainda que tudo indique ser impossível. É da junção dessa paixão que nos move a buscar o sonho e da fé que crê e que alimenta a esperança de se chegar ao que se almeja que se constrói a base sólida para se buscar com sucesso. Perseverar! Ter convicção de que se pode chegar lá! Entre querer e fazer uma maratona existe a distância exata contida na palavra determinação. Muitos querem, poucos são os que buscam conseguir. Muitos sonham, poucos são os que acreditam em seus sonhos e vivem para realizá-los. O apenas sonhador debruça-se sob as estrelas e espera uma delas cair do céu em suas mãos. O sonhador-realizador contempla-as e, através da sua luz, segue o caminho que o leva até elas! Este é o maratonista! Somos do tamanho de nossos sonhos! E nossos sonhos, do tamanho de nossos passos. Realizá-los só depende de se dar o primeiro passo...

P.S. Em tempo: foram 19 anos desde o meu acidente até a primeira corrida no lago, após deparar-me com um visitante indesejável. Quatro meses para sair dos 700 m iniciais e conseguir dar a volta completa de 2.200m no lago da minha cidade. Um ano e meio após a primeira corridinha, completei a minha primeira meia maratona e mais um ano depois, completei a minha primeira maratona em Curitiba! Novo sonho? Correr uma maratona oficial em minha cidade... Impossível? Não! Impossível só existe no vocabulário dos descrentes na Fé, dos que já morreram ou dos que perderam a batalha sem nem ela acontecer!

Os sonhos podem ficar adormecidos, mas uma vez despertados, são como caixas desenterradas após um terremoto... Respiram o novo ar, inflam-se! Não retornam aos seus lugares, jamais! Ganham o espaço, cá fora e aqui permanecerão! Para expandirem-se, tomarem forma e nos levar por vôos ainda não experimentados..



domingo, 5 de junho de 2011

Treino é treino

Vamos colocar ordem na casa, afinal estou há quase um mês sem um treino longo no final de semana e a maratona cobra seu preço. Durante a semana, consigo cumprir à risca os treinos, encaixando além da corrida, treinos de natação e de bike. Mas antes de falar da retomada dos treinos longos, vamos abrir um espaço para o Xará Tiozão, que está arrebentando.

Maratona de Poa: assim parece fácil

Fez Poa para 4h7min, Frigurgo (30k) na semana passada para 2h47, ou seja, está com tudo e não está prosa. Está impossível! Guilherme Maio, mandou recado para a gente treinar, que não vai ter moleza. Para a maratona do RJ, sem chances para nós, nem trabalhando em equipe conseguiremos derrotá-lo.

Mas ele treme só de pensar em voltar nas minhas quebradas. Veio aqui só uma vez para nunca mais...a língua virou gravata. Só aqui mesmo para eu detoná-lo. Nas atuais circunstâncias, tenho minhas dúvidas se ainda consigo, mas não canso de lançar convites e tomar declínios e excusas.

Para ele matar saudades, segue a brincadeira do sábado, até a porteira.


A planilha pedia 100 minutos, com 8 x (30s tiro e 2min trote) aos 60 minutos de treino. Ao começar a subir o monte, o flow veio. Não tomei conhecimento e subi como nunca dantes. Cheguei a porteira muito inteiro, nem parecia que estava longe dali há tanto tempo.

Os 8 tiros (depois da escalada) foram tão agradáveis que viraram 16. Nunca fechei um treino tão inteiro e feliz. Xará, estou no jogo. Vou te mandar outro convite para me visitar, aguarde.

Não pude comparecer na prova de Friburgo, mas o Xará representou muito bem a classe. Parabéns amigo! Eu te sacaneio, mas sou seu fã.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

The Flow


Recebi a mensagem abaixo através da lista tririo da FTERJ. Kener Asis foi quem a escreveu. Achei  simplesmente sensacional, e com a autorização dele, reproduzo na íntegra para vocês. Kener está indo para o Ironman em Floripa no próximo dia 29. Arrebenta garoto, e que o flow chegue bem cedo para você lá. Assim como para quem estará em PoA correndo a maratona no domingo.

***

Percepções...
 
Ironman Brasil 2011.
 
Ontem iniciei o treino de corrida da planilha por volta de 21h. A chuva deu uma trégua mas a temperatura estava em torno de 20 graus.

Estava me sentindo cansado, física e mentalmente e mesmo assim me aprontei, chequei a glicemia e fui.

Comigo apenas uma garrafa de 700ml de água + 2 géis (CHO) + o celular + o casaco de ciclismo do time WT me aquecendo.

Carros e ônibus na estrada onde costumo treinar bike & run. Quase ninguém se atrevendo a caminhar ou correr com temperatura baixa. Corria pela contra-mão, observava ao longe meu destino.

Em apenas 10 min o treino já estava "no sangue". O ritmo encaixado, movimentos cadenciados e otimizados e o "transe" surgiu.

Esse "transe" transforma qualquer dia ou treino difícil em algo extremamente desafiador.

Por várias vezes, em momentos da vida pessoal, profissional e esportiva esse "transe" surge. Mas o que seria isso????

Tempos atrás comecei a descobrir os motivos que geram esses momentos de concentração total e posterior satisfação extrema, que tecnicamente se chama "The Flow", ou "fluxo".

Longos estudos foram desenvolvidos a partir de uma observação sobre acontecimentos na 2ª guerra mundial. 

Um dos autores desse estudo se interessou especificamente em descobrir o que movia um grupo de pessoas a simplesmente manterem-se vivas, a qualquer custo, em momento de extremo isolamento forçado, no que ficou conhecido como Gueto de Varsóvia.

A maior descoberta foi: quanto maior o seu desafio e quanto maiores forem suas habilidades, maiores as chances de se experimentar o estado de "fluxo".

Não importa se o desafio é um 1,5/40/10, um Doble Deca Iron ou simplesmente sobreviver no Gueto de Varsóvia. Nem tampouco importa conhecer os estudos sobre "The Flow". O que importa é que se as condições desafio x habilidades forem evidenciadas, certamente vc irá experimentar esse momento por várias vezes e usá-lo a seu favor é o que mais importa.

Dificilmente alguém estará em "fluxo" sentado no sofá assistindo TV.
 
Sugiro um filme: O Pianista, de Roman Polanski.

Baseado em fatos verídicos, conta a vida de Wladslav Spilman, pianista Polonês, de familia de posses em Varsóvia, que tem sua vida quase dizimada pela barbárie nazista.

Não contarei o filme, mas uma das cenas mais marcantes.

Spilman, após 2 anos no Gueto, se refugia nos escombros de uma enorme casa. Lá ainda havia, íntegro, um belíssimo piano que era utilizado por um alto oficial nazista em significativos momentos de reflexão.

Este descobre Spilman no sótão. Faminto, maltrapilho, esquálido e, por ironia, com uma lata de alimento a qual não conseguia abrir.

O oficial o interroga e toma conhecimento que sua principal ativiade era tocar piano. Como numa "hora da verdade", Spilman é colocado em cheque e tem que tocar o piano após 2 anos de afastamento total. Se não o fizesse, ou estivesse mentindo, seria executado.

Spilman se senta à frente do belo monumento, concentra-se e pára de tremer.

O que se tem em seguida é uma das mais belas cenas que já assisti.

Tomado de extrema emoção, Spilmann sintetiza o que é o estado de fluxo...o que é "The Flow". Seu desafio X suas habilidades alí em momento único.

A cena prossegue. Spilman ao piano. O oficial como único e privilegiado ouvinte.

Ao final "O Pianista" é poupado, agradece por sua vida e ainda recebe alimento e o sobretudo do oficial para aquecê-lo.

No dia seguinte se dá a tomada de Varsóvia pelos aliados e todos ficam libertos.

O oficial que o ajudou é capturado. Mantido em prisão coletiva, observa um grupo de violinistas que tocam ao lado do campo prisional. Ele vai até a grade e pergunta se alguém conhece Wladslav Spilman. Um deles sim.

Passado dias Spilman toma conhecimento do fato. Vai até o campo prisional mas já não existem prisioneiros no local. Queria retribuir de alguma forma, mas isso não foi possível.
 
O Pianista reconstruiu sua vida, e privilegiou a muitos até o ano 2000 quando faleceu aos 88 anos em Varsóvia.
 
É provável que muitos já tenham experimentado a experiência do "fluxo", mas talvez ainda não tenham percebido o potencial desses momentos em suas vidas.
 
Temos grandes desafios diariamente, mas em que nível estão nossas habilidades?
 
Dependendo da abordagem, as ameaças podem se transformar em momentos de grande oportunidade.
 
Bjs, abs e bons treinos! Floripa é logo alí!
 
K
 
p.s: meu treino terminou por volta de 22:40. Foi um dos melhores que já fiz.. Sim, estive em "The Flow".
 
***

quarta-feira, 18 de maio de 2011

26 Milhas versão 2011

Segue a compilação das 26 milhas, versão 2011. 
Está sendo um prazer treinar na companhia de amigos tão especiais. Agradeço a cada um por colaborar com a música que curte.

As únicas ressalvas...optei por uma versão mais rock da música escolhida pela Marli, do contrário, poderiam me estranhar correndo tão "Priscila, a rainha do deserto". E completei a lista com Rush e Ramones, uma vez que não tivemos 26 sugestões. Faltou uma do Iron esse ano no set, mas está bom demais!

01. Hide in Your Shell - Supertramp - Minha
02. The Time - Black Eyed Peas - Drica
03. Happy Together - The Turtles - Namiuti
04. School - Supertramp - Regis
05. Candyman - Cristina Aguilera - Elis
06. I Will Survive - Cake - Marli
07. Wherever I May Roam - Metallica - Felipe de Souto
08. Human - The Killers - Ingrid
09. O Vencedor - Los hermanos - Decio
10. Tudo é uma coisa só - Teatro mágico - Marluce
11. Eye Of The Tiger - Survivor - Carlos Lopes
12. On the floor - Jennifer Lopez - Ivana
13. Changes - Yes - Guilherme Maio
14. I Gotta Feeling - Black Eyed Peas - Dani
15. Burning Heart - Survivor - Silvio
16. Pra dizer Adeus - Titãs - Miguel
17. Just the way you are - Bruno Mars - Gilmar
18. Dancing with myself - Billy Idol - Jacke
19. We Like To Party - Vengaboy - Michel
20. Green River - Creedence - Jorge Monteiro
21. Sandstorm - Darude - Jorge
22. Bad Day - Daniel Powter - Marildo
23. Wouldnt It Be Nice - Beach Boys - Stella
24. Poker Face - Lady Gaga - Mariana
25. Fly by Night - Rush
26. Pet Sematary - Ramones

A versão 2010 também é muito boa, confira aqui.

Valeu! E até a versão 2012.

domingo, 15 de maio de 2011

Estréia da Júlia

No dia 7 de maio, aconteceu uma corrida infantil na pista de atletismo do Célio de Barros (Maracanã), em prol das crianças com câncer, organizada pelo instituto Ronald McDonald. Perguntei a Júlia se ela gostaria de participar, e prontamente os olhos brilharam.

Na semana da prova, ela pegou uma super gripe, e achamos melhor desistir e não ficar tocando no assunto, para ver se ela esquecia. Mas na véspera da corrida, após falar ao telefone com a avó, ela a convocou para estar presente na sua corrida. E ainda pedia nossa confirmação, é amanhã né pai? Não tinha como dizer não. Foi muito engraçado ver ela fazendo o mesmo ritual que faço na véspera das provas. Ela separou todo o material e colocou no mesmo lugar que eu coloco os meus, pendurado na cadeira da sala e o tênis embaixo da mesma.

Ela alinhou com as crianças de 4 anos na última bateria da idade para correr os 50m. Dada a largada, saiu tão rápida que ficou na frente inclusive dos meninos. No meio da pista, tropeçou, caiu e se ralou toda. Levantou, colocou o bonézinho que havia caído da cabeça e completou a prova sem desistir, chegando em último lugar, chorando por causa dos machucados e foi super aplaudida pelos outos pais e familiares que estavam na arquibancada.

Colocou a medalha com muito orgulho e ficou com ela o dia todo, mostrando para todos os familiares. Aprendeu na primeria experiência, que campeão não é apenas quem chega na frente, mas principalmente, quem não desiste da luta.

Foi um dia inesquecível para todos nós. Agradeço especialmente ao tio Colucci e a tia Carol da AgênciaIdeal por nos proporcionarem um dia sensacional, que jamais esqueceremos.

Filha de peixe é Baleias. Assim como meus pais fizeram comigo, nós apoiamos as escolhas dela, sem impor nenhuma preferência por aquilo que curtimos fazer. Damos o exemplo e deixamos as escolhas por conta deles. Miguel, ela quer uma camisa com a figura da baleia.


Aquecendo

Anciosa pela largada






Laura curtiu muito também!