terça-feira, 21 de setembro de 2010

Desafio Sambê

Eis o novo desafio que move meus objetivos de corredor, uma vez que pendurei os tênis antecipadamente das provas de 2010.

A Serra do Sambê faz parte do maciço da serra do mar e localiza-se em Rio Bonito. Possui 1100m de altitude e um dos atrativos é a rampa de voo livre (que não sei a quantos metros está situada, mas saberei em breve).

Fomos dar um passeio em família até a rampa e propositadamente não levei o GPS para saber a altitude, pois pretendo fazer essa medida correndo.

Vendo Rio Bonito do alto

Objetivo: 'escalar' a Serra do Sambê, correndo, até a rampa de voo livre.

O caminho que fomos é factível apenas para moto, fusca/jeep, ou lombo de animal (subimos de fusca). Existe um caminho alternativo (irei por esse!), e mais desafiador, sem estradas abertas, que vai por cachoeira dos bagres, terreno que estou acostumado a frequentar.  Aquele treino apelidado Mamografia 2D pelo Namiuti é mero aperitivo, início da jornada.

Meditando: chegarei aqui correndo

A montanha será conquistada em etapas, devidamente documentadas. Em breve, o início da expedição Treinamento para xerpa.

sábado, 18 de setembro de 2010

Operação Portuga

Acabo de ler o livro Operação Portuga: Cinco Homens e um Record a ser Batido, do Sérgio Xavier, editor das revistas Placar e Runners Brasil.

Para um empresário, atleta amador como muitos de nós, cravar o tempo de 2:43:50 ao concluir uma maratona, é um feito extraordinário. Isso foi em 2006, na maratona de Chicago, quando o Portuga estava com 43 anos.

O livro não é sobre corridas, é sobre vidas. Conta a história de três desafiantes (Lelo, Guto e Tomás) a baterem o tempo do Portuga, tirando-o do pedestral em que se encontra desde 2006. Todos também atletas amadores, e cada qual com história de vida fascinante.

É impossível não se emocionar ao ler esse livro. O Sérgio é craque na área, e conduz a trama de forma a você não desgrudar do livro enquanto não terminar a última página. Leitura altamente recomendada!!

O meu exemplar está indo agora para Goiânia, e será devorado pelo amigo Baleias, Tinil, maratonista de escol. Tenho certeza que o Tinil, após lê-lo, vai buscar beliscar o Portuga. Segue sinopse:



Este não é um livro sobre corrida, embora se passe entre treinos e competições. É sobre gente, um tipo muito especial de gente. O esporte é o pano de fundo, mas o que está em jogo é mais do que isso. São histórias de competição, superação e camaradagem. Em outubro de 2006, o empresário Amílcar Lopes Jr., o Portuga, realizou o feito de completar a Maratona de Chicago em 2 horas 43 minutos e 50 segundos. A marca, extraordinária para um amador, fez dele conhecido no circuito dos corredores de rua de São Paulo. O circuito das maiores maratonas do mundo - Berlim, Boston, Chicago, Nova York e Paris - é o cenário escolhido para a busca por novos recordes. Lelo, Guto e Tomás correm o mundo, literalmente, para derrubar o Portuga. A esse grupo junta-se mais tarde Felipe Wright e sua obsessão em terminar uma maratona abaixo de 3 horas.

Boa Leitura!!!

domingo, 12 de setembro de 2010

A volta do morto vivo

Depois de um longo inverno, eis que volto a colocar o tênis e percorrer uns kms. A última vez que isso ocorreu foi na meia do RJ. 

Voltei na quinta passada, em plenas férias, 5kg (isso no barato) mais pesado, depois de saborear muitos acepipes, inclusive rabanadas fora de época, e consegui correr 9km.

Tinha tempo que não sentia as batatas queimarem ao subir morro. Hoje estou um pouco melhor, conseguindo fazer 11km e voltando a subir umas colinas.

Estive num lugar maravilhoso no sábado, e o sonho de consumo será chegar lá correndo. Até isso acontecer, terei que mandar muita rapadura pra dentro. Darei detalhes da empreitada em breve. Como diria o Cap. Nadais, não é coisa para recruta, é sangue no olho puro.

sábado, 4 de setembro de 2010

Corrida Mental

Quem não sei viu correndo em pelo menos 10 dessas estradas pode não estar bem de saúde...


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Meia Internacional do RJ: Festa Baleias tamanho King Size

A meia do RJ era uma prova engasgada na garganta. Nas duas últimas edições da prova quebrei feio. Dessa vez estava com o psicológico em cima, pronto para derrotá-la. A noite mal dormida não foi obstáculo, comprovando a hipótese levantada na revista CR de agosto.

Encontrar Baleias antes da largada era um bom indício. Assim foi  ao conhecer Dona D, e mais tarde, Aline, nossa primeira dama maratonista da equipe. Desejos de boa prova para todos e alinhamos para largada. Tive a sorte de encontrar na muvuca o amigo Lino, que na ocasião seria o coelho a ser seguido rumo ao primeiro sub-2h.

Atraso na largada para o sincronismo da Globo e toma confusão para subir a estreita Niemeyer. Passamos o primeiro km com 6 minutos e uns quebrados, bom demais para o congestionamento. Zigue-zague, encontrões e por isso já percebia alterações entre o gps e as placas de quilometragem. Encontro alguns amigos do Namiuti nos saudando no Vidigal, com a cara cheia de cana. Cheers meu camarada, lembrei de você por ali. Saimos todos numa bela foto do jornal OGLOBO, procure onde está Wally.



Logo a frente, começamos a descer o morro e ouço uma voz dizendo: Grande Ricardo!!! Era o Gilmar, da ACORJA de Recife, o corredor/fotógrafo. Ele abre a pochete e diz, trouxe algo para você. Eu já sonhando com uma rapadura do Recife...infelizmente não era. Sacou a máquina fotográfica e tirou uma foto minha. Valeu meu amigo, ficou ótima!! Na próxima, a rapadura vem junto.  Parabéns pela bela foto e pela excelente prova. Uma pena não nos encontrarmos no final.

Foto By Gilmar

<recado ao CEO> O Gilmar é Baleias!! Simpático, alto astral, gente muito boa! Manda um manto pra ele </recado ao CEO>

Chegamos ao Leblon, e ali o tumulto começa a se dissolver,  aumentamos  o ritmo. O povo estava vibrando muito, isso é coisa rara no RJ (devem ser turistas). Isso era km 4... a partir dali, água farta e gelada a cada 3km. O Arpoador chegou muito rápido, ainda estava na cola do coelho. Apesar do sol, Copacabana estava nebulosa, foi bom pois não consegui visualizar o hotel da princesa Isabel, onde viramos para Botafogo. Até lá, algum chão a percorrer. O Lino apertou o passo, olhava para trás para ver se eu o seguia, e com esforço ia na cola. Passamos nos 10k com 56 minutos, estava dentro do previsto. Eu ria sozinho da mão do coelho me chamando, no melhor estilo Matrix, na luta entre Neo e Ag. Smith. O coelho sumiu e não deu para seguir mais o white rabbit após o 12k.

O ritmo estava na boa, na casa de 5:20 e eu estava muito bem. Na princesa Isabel tudo nos conformes. Correndo com alegria. Primeiro túnel e chegamos no Rio Sul. Naquele ponto o caldeirão do Aterro começa a mostrar seu vapor, mas por capricho da Natureza, ao sair do túnel, uma névoa nos brinda, era o que precisava. Passa o segundo túnel e agora o Flamengo. Cruzo por uma Baleia caminhando pela orla, sem compromisso, apreciando a bela paisagem. Grito para ela, era Myrta!! Que surpresa agradável!! Isso me deu um super gás para encarar o pior trecho que se aproximava.

Ali perto da praça do índio, a chegada dos corredores pela esquerda não me desestimulou como nas últimas edições. O ritmo caiu um pouco, faltavam seis quilômetros, e se fizesse-os em ritmo papai papudo (a ele aí novamente Leo!), chegaria com 2hs cravado. Estava tão concentrado que nem vi o posto de água, por ali e esse erro custou caro, pois era o ponto de ingerir um gel. Só fui tomá-lo no km 18, lá no monumento dos pracinhas. Dali pra frente, se retomasse o ritmo de 5:20 chegaria sub-2h. Estava bem, e topei o desafio. Faltava só um retão de 3km. Como diria um professor: Força, garra, raça, saaaangue!! E acabei bem, inteiro, cravando um 1:59:57 sem caminhar 1mm, conforme lembra Guilherme Maio, o botafoguense paulista.

Encontrar alguns Baleias reunidos no final foi muito bom. Ser Baleias não é apenas vestir GG, king size, etc...mas ser simpático deve ser pré-requisto né não Miguel?? Essa galera reunida no RJ demonstrou isso. Aguardamos o trabalho do diretor de Artes Baleias hein. Rever Tinil (the-flash) e Monteiro (o cara é rocha mesmo, fez um tempaço e lutando bravamente com sua hérnia. Parabéns The Rocks, você já é meu herói). As nossas simpáticas Myrta (já conhecia de PoA, uma Paraguaia autêntica!! Adeus Sandra Bullock, Miss Simpatia é Myrta!) , Aline (primeira dama maratonista, da sede mundial) e Lia (segunda dama maratonista, de Fortaleza). Prazer em conhecê-las!! Papo vai e papo vem, e Tinil me pergunta qual a próxima. Olho para Myrta e digo: Maratona do Paraguay!! Ela abre o sorriso e diz em primeira mão que a data está agendada, será 14 de agosto de 2011.

Meu melhor tempo nessa prova era 2h14m. Uma melhora de 14min não foi nada mal. Agora só resta uma prova engasgada, Namiuti, manda o santo de Guará colocar as barbas de molho que chegarei ai (acho que somente em 2011). Agradeço aos amigos por me proporcionarem mais um momento mágico nas corridas de rua! Até a próxima!! E ainda não sei quando e onde será.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Meu primeiro sub-2h nos 21k

Demorou mais saiu!!

Após seis tentativas, cravei 1:59:57 na meia maratona do RJ. Relato detalhado ainda nem foi pro forno. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Mais um certificado

Esse foi mais difícil de conseguir.



Quem completou a maratona do RJ, pode fazer o contato pela própria homepage da maratona solicitando o seu. Não vi divulgação em nenhum lugar que emitiriam um certificado de conclusão. Fiz o contato, pedi e ganhei.

Caso não tenham sucesso no contato, me mandem um mail que encaminho o endereço eletrônico da pessoa que me mandou o certificado.

Agradeço ao Jorge Ultramaratonista que, sem saber, foi o responsável por esse papel na parede.